Patronos

A mais autêntica homenagem que se pode prestar aos grandes vultos da Pátria é manter viva a lembrança de seus feitos, interpretar os acontecimentos de que participaram e recolher os dignos exemplos que nos legaram.
As magistrais lições que emanam de suas incomuns existências constituem a imortal seiva que robustece crenças, revigora forças para a travessia do presente e inspira a busca do futuro.

Patrono. {Do lat. patronu] S.m. 5. Bras. Chefe militar ou personalidade civil escolhida com figura tutelar de uma força armada, de uma arma, de uma unidade, etc., cujo nome mantém vivas tradições militares e o culto cívico dos Heróis.
Extraído do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Ed Nova Fronteira, 1ª Edição

patrono do exército brasileiro

O Batismo de Fogo

O Batismo de Fogo

Com a proclamação da Independência, D. Pedro I resolveu criar a Imperial Guarda de Honra e o Batalhão do Imperador.

Coube ao Tenente Luíz Alves de Lima e Silva receberdas mãos do Imperador D.Pedro I a Bandeira do Império recém-criada na Capela Imperial, em 10 de novembro de 1822; tendo sido escolhido, na mesma oportunidade, como Ajudante do Batalhão do Imperador,  .

Meses após, na Bahia, o General Madeira de Melo se insurgia contra a situação, não querendo reconhecer a Independência, o que levou o General Labatut a sitiar a cidade de Salvador (BA). D. Pedro I resolve enviar-lhe reforços, em 24 de março de 1823, enviando o Batalhão do Imperador, sob o comando do Coronel José Joaquim Alves de Lima, tio do Tenente Luiz Alves.

A 3 de maio de 1823, recebia o jovem militar o seu batismo de fogo, revelando excepcionais qualidades de inteligência e bravura.

Em 3 de junho, à testa de sua Companhia, lançava-se impetuosamente ao assalto de uma casa-forte guarnecida pelos caçadores portugueses. O Governo Imperial, como justa recompensa por tão heroico feito, conferiu-lhe a insígnia de Cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro, alta distinção militar da época.

Em 16 de novembro de 1823, derrotada a insurreição e sob os triunfos nos campos de Pirajá, regressava à Corte o glorioso Batalhão do Imperador, com seu audaz Ajudante, Tenente Luiz Alves de Lima e Silva, portando o título que, em toda a sua existência, mais prezou, o de Veterano da Independência.