Patronos

A mais autêntica homenagem que se pode prestar aos grandes vultos da Pátria é manter viva a lembrança de seus feitos, interpretar os acontecimentos de que participaram e recolher os dignos exemplos que nos legaram.
As magistrais lições que emanam de suas incomuns existências constituem a imortal seiva que robustece crenças, revigora forças para a travessia do presente e inspira a busca do futuro.

Patrono. {Do lat. patronu] S.m. 5. Bras. Chefe militar ou personalidade civil escolhida com figura tutelar de uma força armada, de uma arma, de uma unidade, etc., cujo nome mantém vivas tradições militares e o culto cívico dos Heróis.
Extraído do Novo Dicionário da Língua Portuguesa, Ed Nova Fronteira, 1ª Edição

patrono do exército brasileiro

Campanha contra Rosas

Campanha contra Rosas

Pacificado o Uruguai, Rosas permanecia e, com ele, se fortalecia a causa primordial da aliança com o General argentino Urquiza, administrador das provincias argentinas de Entre-Rios e Corrientes.

O conde de Caxias, com seu exército de 20.000 homens, acampado em Santa Lúcia, preparava-se para novas investidas.

Um novo convênio foi traçado entre o Brasil, Uruguai, Corrientes e Entre-Rios, estipulando a união para libertar o povo argentino de Rosas e permitir que a Argentina se juntasse harmonicamente com o restante da América.

Caxias mantém em reserva o grosso de suas tropas e destaca a Divisão do Brigadeiro Marques de Souza para incorporar-se ao exército aliado em operações.

Em 8 de janeiro de 1852, o exército aliado termina a transposição do rio Paraná, em direção ao centro da Argentina e, em 17 de janeiro, Caxias, a bordo da corveta D. Afonso, reconhece pessoalmente o porto de Buenos Aires.

Em 3 de fevereiro, ocorre a Batalha de Monte Caseros, com a vitória das tropas aliadas e Rosas se refugia a bordo de um vaso de guerra (navio) inglês.  

A seguir, a Honrada Sala dos Representantes da Argentina proclama:

"Os orientais e brasileiros se retiram, deixando os seus mortos no campo e levando sobre seus ombros as armas que trouxeram, laureadas pela vitória, e sobre suas cabeças as bênçãos de um povo agradecido."

Finda a campanha, Caxias, já elevado ao título de marquês, regressa com seu exército e, ao transpor a fronteira brasileira, lança aos seus soldados uma Ordem do Dia, em que afirma:

" Conseguistes uma vitória imortal; desagravastes a honra de nossa Pátria; contribuístes eficazmente para a paz de dois Estados, para o triunfo da mais santa das causas – a da liberdade da Humanidade e da Civilização. Está pois completa a vossa missão."