Missões de Paz

Missão de Assistência à Remoção de Minas na América do Sul (MARMINAS)

Com o objetivo de solucionar o conflito fronteiriço entre Peru e Equador, foi firmada, em 1995, a "Definição de procedimentos acordada entre as partes e os países garantes do Protocolo do Rio de Janeiro de 1942''. De acordo com o documento mencionado e sob a supervisão da Missão de Observadores Militares Equador - Peru (MOMEP), a paz foi restabelecida.

Pelo acordo de paz, a demarcação da fronteira e a desminagem da região ficaram a cargo dos beligerantes, com o apoio dos países garantes e de outros, que se prontificaram a colaborar com a difícil tarefa.

No período de abril de 2002 a abril de 2003, a Missão de Assistência à Remoção de Minas na América Central (MARMINCA) apoiou os trabalhos por meio de assistência técnica e capacitação de militares dos exércitos do Equador e Peru.

Em 01 de maio de 2003, foi criada a Missão de Assistência à Remoção de Minas na América do Sul (MARMINAS), para atuar sob a égide da Organização dos Estados Americanos (OEA), com a assistência técnica da Junta Interamericana de Defesa (JID).

O trabalho de remoção reveste-se de dificuldades, devido ao ambiente operacional de selva e à grande quantidade de minas terrestres lançada na região de operações e na linha de fronteira. A maior concentração encontra-se na Cordilheira do Condor.

A MARMINAS tem por missão: “Supervisionar e monitorar o trabalho realizado pelo Equador e Peru, por intermédio do desenvolvimento de atividades de treinamento, assessoria técnica e monitoramento, a fim de certificar que as operações de Desminagem Humanitária levadas a cabo pelo CGDEOD (Equador) e pelo DIGEDEHUME (Peru), sejam realizadas de acordo com as Normas Nacionais de cada País, desde que estejam de acordo com as Normas Internacionais.”

Atualmente, a MARMINAS é chefiada pelo Brasil. Conta com seis membros, sendo quatro brasileiros e dois chilenos, que são designados por um período de um ano. A chefia da missão é exercida, de maneira rotativa, por um oficial do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil ou um oficial de Engenharia do Exército Brasileiro. A missão conta, ainda, com dois oficiais da arma de Engenharia do Exército Brasileiro, dois oficiais da arma de Engenharia do Exército Chileno e dois oficiais do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, desempenhando as funções de monitores interamericanos (MI).

Resultados Obtidos:

EQUADOR:

Período

Área Varrida

(m2)

Horas

Trabalhadas

Minas Antipessoal

Minas Anticarro

Restos de explosivos de guerra

2000 a 2013

217.693,84

21.610,26

5.191

74

08

Obs: dados atualizados até abril de 2013.


PERU:

Período

Área Varrida

(m2)

Horas

Trabalhadas

Minas Antipessoal

Minas Anticarro

Restos de explosivos de guerra

2003 a 2013

118.663,16

12.816,61

7.238

0

15

 Obs: dados atualizados até junho de 2013.

Veja os Informativos Mensais:

Fev 2013 | Abr 2013 | Mai 2013 | Jun 2013

 

 MI do Exército Brasileiro realizando monitoramento no equador

 

MI do Exército Brasileiro realizando monitoramento no Peru

 

 Confraternização de fim de ano na comunidade Kusumas (Equador)

 

MIM do Exército Brasileiro realizando monitoramento no Equador

 

 MI do Exército Chileno realizando monitoramento no Equador

 

MI da Marinha do Brasil realizando monitoramento no Peru